Etiquetas

, , ,


Experimentando o sereno no decorrer da noite, fitei a dúvida valendo-se de sua superioridade hierárquica para impor-se de forma abrupta. Indisciplinado, reagi a minha maneira. Em meio ao silêncio, escravo do tempo, pude perceber o quanto ainda restava. Do sorriso às palavras, e nos gestos (intimidadores e comunicativos) que ainda evito, sempre que me vejo sozinho. Tentando evitar o inevitável. É desnecessário! Ainda que precário, sobretudo injusto, destino incontestável.

Fujo a violência que me leva aos atos sem pensar, busco o silêncio que ainda espera a arte de interpretar o olhar. Aquele que às vezes interrompemos sem saber o que falar. Embriagado pela música crio novos espaços. Olho sem ver além do que a limitação me permita perceber. Em busca de qualquer ideia que me agrade.

Critico minha autocrítica e julgo-me pelo que não sou, mas poderia. Chacoalho sensatamente a minha concepção de palavras, e indago. Insatisfeito e incauto. Espanta-me a ridícula mania de grandeza dos velhos hábitos, me adapto.

Desconfio da distância entre o mistério do corpo e da alma. Chateio-me soberanamente diante dos indispostos, posto que proposto a mudança, permaneçam estáticos. Reféns da inércia atravancam o caminho, tateando a demência. Daí a importância de mudar o cenário e as pausas musicais para enxergar o que um simples gesto é capaz.

Um 'surpreendente' gesto simples.

Um 'surpreendente' gesto simples.

A mudança existe e é necessária, mas infelizmente alguns são desprovidos desta capacidade, sua inabilidade em tomar decisões é sistemática.  E dentre as muitas que eu poderia ao longo da vida, ser eu mesmo foi a melhor opção.

Anúncios