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“Agindo a meu próprio risco, refiz certas escolhas, em meio a risos. Acolhido por desejos, refutando-os transtornado. Pedaço subestimado da melhor parte de mim exposto no abismo que se formou entre nossos olhares.”

the masks

Numa estória real, mais verídica do que lúdica, as palavras tomaram formas ambiciosas e irredutíveis. Aparentemente parece que o parecer dado revelou sorrisos de fachada, aparência civilizada, escondendo nossos reais interesses em meio à cortina de fumaça.  Fez-se uma atmosfera inundada de reflexão que em dias bons, você sabe, há algo extremamente desconfortável em reconhecer isso.

Rostos petrificados transformam a dúvida numa muralha intransponível. Resultado do medo que brota do desespero quando se mexe nos pontos cegos da alma. Revelado através da troca intima e profunda de olhares. Sim! Falo da vitalidade que embala as emoções e ludibria a razão, enquanto o utópico desejo de representar algo que não sejamos, ou até mesmo interpretar papéis dignos de nota, em dadas circunstâncias, soe mais atraente.

Nós vasculhamos oportunidades em todos os segmentos, cansativa e exaustivamente, em busca de algo palpável ou tangível que reforce a ideia de que nem tudo seja impossível. É um jogo tolerável e, basta não deixar-se levar pelo momento, enxergar a situação como um todo.

Ânimos exaltados cegam a nossa capacidade racional de analisar os detalhes. Isso! Os detalhes.  Tudo está interligado, e na matemática da vida, a ordem dos fatores corrobora o resultado.

“Despindo-se diante do espelho, trajado de fé, sustentava apenas uma máscara invisível”.

Face a face não se trata de convencer os outros sobre algo que você mesmo precise acreditar que seja capaz de mudar. Na verdade, o perigo mora no julgamento precipitado, irrelevante quando somos tentados a suportar uma situação de intenso estresse. Daí a importância em legitimar cada detalhe, eis o desafio.

Certas ações e atitudes muitas vezes não condizem com o que realmente sentimos, portanto, como esperar que a feição reflita com perfeição o que há no íntimo?!.. Nem sempre o presente incerto é fruto de um passado definitivo. Temos de fazer escolhas. Decisões difíceis, e, assumir papéis não diminui o risco. Tão pouco vestir máscaras irresistíveis.

Você se da conta de que, uma sutil modificação neste ou naquele contexto, consegue remeter um significado completamente distinto?!..

Não se trata de rapidez ou força, e sim de instinto.

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