.chuva


“Lembrei ao ouvir músicas, que deveria esquecer o que tudo aquilo significava.”

O conjunto de todos aqueles argumentos medíocres, que tentavam de forma vã e frustrada descrever o inexplicável, naquele momento caiu por terra.

Na porta de um bar fechado contemplávamos a chuva. Olhando para o céu versava possibilidades. O calor de seu peito aquecia minhas costas. Havia uma construção em volta. Os pingos ditavam o ritmo de nossos pensamentos. De forma atípica e desritmada, o tempo parava. Continue reading “.chuva”

.desengano


Quando se tem mais do que se precisa. Às vezes temos de perder para saber o quanto valia. Fica difícil avaliar o valor das coisas, ou o que se sentia.

Quem sabe não possamos lapidar corretamente o nosso senso de realidade? Suponho que o primeiro passo seja colocarmos sob fortes refletores os assuntos que teimamos em suscitar. Sinto o gosto amargo do desespero que brota, quando tento ler no rosto, as feições da alma. Atordoemos a mente racional!

Eu, você e o desconhecido. Nada é definitivo? Tão estranhos e tão íntimos. Não há como mudar o insubstituível, ele levou muito tempo para chegar a isso. Senti uma transformação visceral, acompanhada de catarse, segundo as escolhas mais profundas que eu poderia fazer. Reflexões estas que me fazem respirar fundo, apaziguado; sensação indizível. Não intentei dissimular minhas intenções, apenas corrigi.

Refrigera-me os pensamentos ter em mente, como é bom degustar pacientemente cada uma das coisas que eu tenho no presente. Ninguém consegue viver a mesma história pra sempre, portanto, quando tiver alguma dúvida do sentido da vida, é pra frente! Continue reading “.desengano”

.fantasmas


A cada dia, mais me convenço do quão tolo sou. Prendendo-me a velhos conceitos e preceitos. Seja por medo de perder ou pela ansiedade da vitória. Apenas quando nos damos conta de nossa mortalidade, voltamos atrás. Pessoas gostam de falar sobre pessoas. Por muito menos viveríamos todos em paz! Sem desilusões perturbadoras. Mas, aqueles velhos fantasmas sempre vêm nos importunar, de repente uma fisgada de dor, e, estamos condenados ao rancor.

Somos programados biologicamente para amar alguns, não todos. Você notou como é engraçado o fato de passarmos a vida inteira traçando metas e objetivos?! Estes, podem ser benéficos na vida profissional, mas não funcionam na vida pessoal. Algumas coisas são feitas porque precisamos fazê-las, não é? Continue reading “.fantasmas”