.o castelo da mentira


“Melhor do que tentar conhecer os outros, é olhar para si mesmo, desvendar-se e desnudar-se”

Tenho a mentira como se fosse um castelo. A confiança é um prédio frágil por dentro, mas extremamente robusto por fora, ironicamente contraditório, mas de simples compreensão. Leva-se anos para construir a confiança, cada pedrinha é meticulosamente colocada, resultado de um frio e ardiloso trabalho calculista, amador e natural. Quando devidamente consolidada, ela é “quase” indestrutível, não fosse por um deslize.

A mentira.

A mentira em si não é o que destrói a confiança, há proporções e proporções, mas o que ela acarreta.

A desconfiança.

Anos a fio e inúmeras situações, dispõem um catálogo não desprezível de recordações necessário para consolidar a confiança, mas apenas um pequeno e fagueiro escorregão para desabar o castelo.

A verdade é um metal muito nobre, mas pouco puro. E, claro! Isso envolve um emaranhado complexo de impulsos e estímulos bem diversificados.

.acaso [2]


Numa noite fria de sexta-feira, inclinei a cabeça, não importava se de tristeza ou alegria. Notei que a privação sorria, e me mostrava sinais de euforia.

Querer a presença através da ausência, faz de nós, tolos? Ou, contraditoriamente dispostos a alcançarmos nossos limites? Conhecermos um lado de alguém que não tenha nome é realmente o que importa?

Certos aspectos de nossa personalidade tendem a ficar adormecidos até que uma determinada situação exija de nós uma reavaliação de todos os nossos valores. A intenção por diversas vezes é que nos afastemos de idéias dramáticas. Então procuramos identificar “o ponto crucial”, como a perda, afinal, isto nós temos a vida inteira. Esse é o drama de estar vivo, você perde coisas o tempo todo. Mas finge que não! Ninguém gosta de perder. Continue reading “.acaso [2]”