.gestos


Experimentando o sereno no decorrer da noite, fitei a dúvida valendo-se de sua superioridade hierárquica para impor-se de forma abrupta. Indisciplinado, reagi a minha maneira. Em meio ao silêncio, escravo do tempo, pude perceber o quanto ainda restava. Do sorriso às palavras, e nos gestos (intimidadores e comunicativos) que ainda evito, sempre que me vejo sozinho. Tentando evitar o inevitável. É desnecessário! Ainda que precário, sobretudo injusto, destino incontestável.

Fujo a violência que me leva aos atos sem pensar, busco o silêncio que ainda espera a arte de interpretar o olhar. Aquele que às vezes interrompemos sem saber o que falar. Embriagado pela música crio novos espaços. Olho sem ver além do que a limitação me permita perceber. Em busca de qualquer ideia que me agrade. Continue reading “.gestos”

.palavras, caráter e expectativa


Palavras

Palavras são apenas palavras, quiçá a forma como estejam dispostas remontem a elas um significado, e este, pode e deve ter diversas conotações de acordo com a sua vivência.

Elas podem começar ou terminar uma guerra, delinear as atribuições e obrigações entre um contratante e um contratado, ou simplesmente, devagar através de inúmeros parágrafos o que um singelo olhar, facilmente conseguiria.

.palavras

As palavras contam histórias…

Caráter

… E todos tem uma história. Um porque, um ponto de partida. O pontapé que dá início a magnifica ordem aleatória de fatores que podem ou não nos levar a algo glorioso. Indago a incógnita chave do que ainda não foi revelado. O que está nas entrelinhas. O que não nos foi dito. E qual é a maneira lógica, ou racional, de obter estas respostas?!.. Continue reading “.palavras, caráter e expectativa”

.devaneio


Erguem-se diariamente em nossas vidas contextos únicos e singulares a que não damos o devido valor…

Estamos condicionados a nos mover de forma segura, prudência desmedida… Que nada arrisca! Perdoe-me pelos inconvenientes decorrentes de uma mente fria. Ao som de Bach, inundado pelo breu; aparentemente sozinho; submerso na obscuridade de alguns pensamentos.

De repente a realidade volta, e eu constato que não tem volta. Se tudo isso é tão real quanto parece ser, qual é mesmo o começo da história? Cadê a intuição? Que indignação! Infelizmente alguns erros são irreparáveis, necessidades patológicas inexplicáveis. Perdi-me no meio do fogo inimigo! Senti um estranho desejo de beijar o céu. Continue reading “.devaneio”

.quem é quem


Algumas situações de emergência evocam medidas desesperadoras. Devemos seguir sempre nossos extintos só porque vivemos a ilusão de mudar aquilo que não é perfeito? Cadê as tais apologias?! O que enxergo é uma overdose de hipocrisia! Aaaaaaaaaaaaaaaaaah… Que falso moralista…

Quando nossas vulnerabilidades estão em jogo, temos de aprender a confiar profundamente em alguém. Entretanto, existem diversas condicionais cuja única variável é sobre o que. Narcisismo distorcido ou diplomas na parede do ego?

No afã de um ou outro pensamento, estamos atentos; aptos à frustração, damos margem à imaginação. Ah… Saudosos dias imaculados que tinham o dom de inundar tudo que era contemplado. Continue reading “.quem é quem”

.acaso [2]


Numa noite fria de sexta-feira, inclinei a cabeça, não importava se de tristeza ou alegria. Notei que a privação sorria, e me mostrava sinais de euforia.

Querer a presença através da ausência, faz de nós, tolos? Ou, contraditoriamente dispostos a alcançarmos nossos limites? Conhecermos um lado de alguém que não tenha nome é realmente o que importa?

Certos aspectos de nossa personalidade tendem a ficar adormecidos até que uma determinada situação exija de nós uma reavaliação de todos os nossos valores. A intenção por diversas vezes é que nos afastemos de idéias dramáticas. Então procuramos identificar “o ponto crucial”, como a perda, afinal, isto nós temos a vida inteira. Esse é o drama de estar vivo, você perde coisas o tempo todo. Mas finge que não! Ninguém gosta de perder. Continue reading “.acaso [2]”